Love, love look what you’ve done to my heart…

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Qualquer coisa sem nome

Dez meses e quatro dias.
Dez meses e quatros dias desde o fim.
Dez meses e quatros dias sem você.
Dez meses e quatros dias que venho tentando levar a vida, que venho tentando seguir.

Essa virada prometia te deixar no passado.
Prometia te deixar de lado.
Mas não foi assim.
Você bem sabe, a vida está seguindo assim como você disse que seguiria.

Conheci tantas pessoas.
É tão estranho tudo isso.
É tão estranho conhecer tantas pessoas.
As pessoas reais.

Elas têm tantos problemas.
Falam-me de seus problemas e eu fico ali encenando alguém experiente.
Alguém madura.
Você sabe, a vida está seguindo, mas às vezes a única vontade que tenho é de deixar tudo de lado e voltar correndo para os teus braços.

Você me faz tanta falta...

Tantas pessoas com tantos problemas e meu pensamento em você.
Eu pensava ter te esquecido, mas ontem à noite eu chorei tua falta.
Ontem a noite eu senti aquela sono, aquele desanimo, aquela falta...

É... Ontem eu senti tua falta.
Ontem chorei tua falta.
Chorei a falta de teu ombro.
A falta de tuas palavras.
A falta do seu sorriso.

E é tão difícil seguir assim sem ti.

Você sabe, aquela paixão estava me matando.
Eu tive que abri mão de tudo para poder continuar vivendo.
Mas a verdade é que a vida ficou assim, um tanto sem sentido, um tanto sem gosto e sem cor.
Algo meu ficou contigo.

E todas as nossas conversas.
E todos os sorrisos e abraços.
É tão difícil seguir assim sem ti.
E hoje eu só queria sentir teu abraço.

Tantos planos, tantas promessas e juramentos...
Todos perdidos no vento e tempo.
Todos vagando entre o nada.

E hoje à noite eu só queria acordar desse pesadelo e te abraçar bem forte.

Porque você é aquele a quem amei.

O único.
O primeiro.
O eterno.

Ontem eu chorei tua falta.
Afundei naquela cama.
Aquela tua ausência me apertava o peito.
E chorei.

Eu sinto falta.
Sinto falta de quando ficávamos sem palavras.
De quando ouvíamos as canções.
Ninguém sabe o porquê, mas a verdade é que minha paixão por Ólafur se deve a ti.
Ólafur foi à única coisa que restou de nós.

E então eu fico morrendo lentamente sempre que ouço Ólafur.
Sempre que me lembro de nós.
Hoje, eu queria voltar a ser apenas eu e você.
Apenas nossos problemas.
Apenas as nossas canções.

Apenas nós.


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