Acordei cheia de um vazio de você.
E as canções me fizeram pensar em ti.
Pensar em como estão sendo os teus dias.
Se tens tomado os remédios, se está tudo bem.
Meus olhos têm sono e sinto tua falta.
E voltei a sentir o velho frio na barriga quando me lembrei de ti.
A voz do poeta soa tão triste hoje.
Tão vazia tão machucada.
Quase sem força.
Tanto para fazer, tão fraca, só queria ficar deitada enquanto lembro-me de ti.
Como se os remédios tivessem fazendo efeito.
Sinto tudo tão devagar.
Não sei distinguir nada.
Só preciso que esteja aqui.
Que me abrace forte.
“Sem alarmes e sem surpresas...”
A ansiedade vai me ganhando enquanto você fala comigo.
E eu sinto que vou explodir.
Só queria ver as árvores e sentir o vento.
Mas hoje eu acordei assim, um tanto apaixonada por ti.
[Ah, acho que eu não deveria ter confessado isso, não é?
Estou sendo mais uma vez boba demais, não achas?
Melhor trazer tudo isso para dentro de novo e fingir que está tudo normal...]
Sinto meu coração “cheio como um aterro”
E não sei ao certo o que sinto...
Só suspiros, apenas suspiros...
E nada mais.
Anne

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