Love, love look what you’ve done to my heart…

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Agora...


Depois de  mais um ano sem os remédios, cá me encontro.
Sem a lágrima, sem o riso.
Sem dor, sem o prazer.
Sem a tristeza, sem a alegria.
Sem o açúcar, sem o sal.
Nem preto, nem branco.
Apenas cinza...
Apenas vazio...
Apenas nada.
É isso Bruno?
É isso que as pessoas chamam de bem estar?
Isso é a paz, o sossego?
É isso que todos buscam?
É por isso que tanto lutei, tanto clamei?
Oh céus, esse vazio me consome.
Nem doce, nem salgado, tudo insosso, tudo morno, tudo mediano demais.
Já não me lembro da feiúra das coisas, menos ainda da beleza.
É isso que chamam de normalidade?
Ah, quanta falta eu sinto da minha perturbação e loucura.
Doía, sim, doía muito, mas ao menos eu sentia, eu ouvia, eu via... Eu sorria.
Agora que encontrei o ‘sossego’, a ‘tranqüilidade’, a ‘paz’...
Agora que deixei de lado aquele turbilhão de sentimentos e sensações.
Agora que já não sofro que já não choro.
Agora que toda a perturbação foi embora, que consegui fazer com que a razão reinasse sobre toda a minha loucura, eu ainda não me sinto BEM.
Ainda não me sinto cheia de alegria.
Não sinto desanimo como em outrora, mas também não sinto vontade.
Sabe aquela vontade que te faz voar e mergulhar nas canções e imagens.
Não, não as sinto.
As imagens tornaram-se invisíveis e os sons calaram-se.
Sem mais diálogos, eu já não os sinto, já não os escuto, já não os vejo.
Disseram-me adeus e então eu levantei e fui à aula.
E minha vida tornou-se uma rotina enfadonha e sem cor.

Anne.

Um comentário:

  1. Então deixa que eu te ajudo colorir.

    Sabe aquele chaveiro? É pra sempre colocar cor na tua vida, mesmo nos dias mais cinzas.


    Te amo

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