Love, love look what you’ve done to my heart…

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Só por hoje


Deixo-me levar pelo embalo de Ólafur, e por hoje eu desisto, só por hoje...
Não irei mais obrigar meus olhos a lerem textos sem vida.
Não ficarei no MSN, me maltratando, me matando, me congelando das coisas.
Quero deitar, ouvir Ólafur para a eternidade, poder sentir tudo e nada.
Dor e prazer, angústia e sossego, amor e indiferença, vida e morte.
Minha vida e minha morte.
Ólafur.
Fere-me a alma e me cura a mente.
A dor da alma e o prazer da mente são intensos o suficiente para me fazerem esquecer o corpo doente e miserável.
E só por hoje, esqueço-me de tudo.
Jogo tudo para o ar, fujo pela janela lateral dessa prisão que é ser gente.
E só por hoje eu quero ser apenas Eu.
Eu Anne, sem nada de Dayanne nem de Cruela.
Poder apenas ser Eu: a boneca quebrada, a menina doente, a triste melodia da canção que fala da beleza da vida.
Só por hoje quero me entregar por completo a Ólafur.
Falar de meu amor, de minha dor, de minha solidão e de minha intensidade.
Falar de meus medos e apreços, gostos e desgostos.
Confessar em segredo o nome de meu bem-querer.
Tomar o sorvete sem medo de me sujar a roupa branca que visto.
Tomar banho de chuva sem medo do resfriado.
Chorar toda minha fraqueza.
Ser assim, Anne.
Só por hoje ser Anne.
Só por hoje.


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