E mesmo antes do dia 11, chorou feito criança abandonada na esquina sem seu doce.
Desmanchou-se em lágrimas.
Ontem, já havia chorado tanto que pensou que nunca mais poderia voltar a chorar novamente.
Mas não resistiu, e de uma forma inexplicável chorou mares de tristeza e vazio.
Tudo lhe doía a alma.
E mesmo quando sentia que deveria sorrir, chorava.
Chorava feito criança com medo dos relâmpagos e trovões.
E no dia 11, sentiu aquela faca perfurar seu peito.
Chorou mais uma vez.
Chorou mais inúmeras vezes.
Recebeu uma ligação.
Sorriu tristemente.
Vestiu a roupa e saiu.
Encontrou amigos, recebeu ligações...
Embebedou-se dos risos dos amigos.
Sorriu livremente.
Foi abraçada.
E desde então não chorou mais.
Abandonou o ontem e deixou de pensar no amanhã.
Vive o hoje sem tristeza, mesmo em momentos de profunda raiva e frustração, não chora.
De repente percebeu aqueles 19 anos não existiram.
E todas as lágrimas derramadas a tornaram livre.
E agora, livre, voa feito pássaro.
Voa para o infinito, para o azul...
Sabe, se eu fosse um poeta poderia dizer a ela "De tudo ao meu amor serei atento
ResponderExcluirAntes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento"...mas como sou epenas um amigo "recém" chegado em sua vida, só posso dizer que a admiro e me sinto privilegiado por conhecer alguém com uma mente tão supreendente, digo ainda que, "Derepente 19", é comparável a um bom vinho que começa a maturar e logo, logo, vai ser muito bom de se apreciar, pois, essa "alegre triste estória" é mais instigante e interessante que se pode imaginar, como diria a mãe de Gump:"...a vida é uma caixinha de surpresa" e só 19 é só o ínicio!!!
By: ICAN