Love, love look what you’ve done to my heart…

domingo, 15 de agosto de 2010

Anne...


             Anne,


            Confesso que já estava sentindo saudades, mas prefiro não ter notícias tua ao invés de saber de tua tristeza.
            Fiquei preocupado, muito, ainda mais porque não me falou o motivo de tamanha tristeza.
            Fui até o teu Orkut na ânsia de poder descobri e entender o que se passa, então olhei teus depoimentos... Um em especial me chamou muita atenção, o de Mellissa.
            Não sei se foi verdadeira, mas ela acertou em cheio no depoimento.
            Cheguei a pensar/imaginar que Caio Fernando de Abreu, de alguma forma, pensava em ti quando escreveu tais palavras:

     “Tem olhos hipnóticos, quase diabólicos. E a gente sente que ela não espera mais nada de nada nem de ninguém, que está absolutamente sozinha e numa altura tal que ninguém jamais conseguiria alcançá-la. Muita gente deve achá-la antipaticíssima, mas eu achei linda, profunda, estranha, perigosa. É impossível sentir-se à vontade perto dela, não porque sua presença seja desagradável, mas porque a gente pressente que ela está sempre sabendo exatamente o que se passa ao seu redor. Talvez eu esteja fantasiando, sei lá. Mas a impressão foi fortíssima, nunca ninguém tinha me perturbado tanto.”
                                                
 
            Ele sentiu o mesmo que sempre sinto quando estou contigo. Tua tristeza e alegria se entrelaçam de uma forma que já não sei viver sem elas. Tua tristeza me faz sentir. Enlouquece-me e me perturba. Tua alegria é algo que não há igual. Tu me fascinas. Tens-me como ninguém nunca teve.
            Estou sempre aqui, esperando por teu momento de tristeza e solidão. Estou sempre esperando por teu sorriso, tuas lágrimas...
            Tu és a música que Ólafur jamais tocou... A mais sublime, mais perfeita, mais triste... A mais perturbadora envolvente e apaixonante.
            Tudo aquilo que sinto e não sei colocar em palavras.
            A lágrima...


            Sinto muito ao ver que já não confias em mim. 
            Sinto-me inútil.
            Mas espero que você volte o mais breve possível.
            Fique bem, minha menina... Porque só assim terei paz.


            Um triste olhar e um forte abraço,


Bruno.

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